Trata-se de uma interjeição que exprime desejo.
É proveniente do árabe ua-xa-illah e equivale a: Deus queira.
Entrou em Portugal no séc. XVI – “(…) e oxalá nam de fogo eterno”, Frei Bartolomeu dos Mártires.
Oxalá também é um substantivo masculino no Brasil, derivado, provavelmente, da contracção de duas palavras nagós, forma sincopada de orixalá, o maior dos [...]
Archive for Junho, 2006
Oxalá!
Junho 27, 2006
Roma
Junho 26, 2006
Era no verão ao fim da tarde,
como Adriano ou Virgílio ou Marco Aurélio
entrava em Roma pela Via Ápia
e por Antínoo e todo o amor da terra
juro que vi a luz tornar-se pedra.
Eugénio de Andrade
Noutra era, na Primavera, de manhã, ao meio-dia, à tarde e à noite caminhei sem rosto e com toda a dor do [...]
Lembranças
Junho 18, 2006
Tudo é sonhar?
Ainda bem
Não ser de mim
O que me vem
Ser só um elo
De mim ao tudo
Mas que sem mim
Seria mudo
Elo sem que
Não tem sentido
Nem haver mundo
Nem ter vivido
10.87
Agostinho da Silva
“C” de Cidade ou de Coração?!…
Junho 18, 2006
Não sei se esta cidade existe ou se
o meu coração a vai construindo
para usar como cenário dos meus sonhos.
No café onde nos encontrámos pela primeira
vez
numa mesa confusa onde todos atropelavam
as palavras
e o criado passava com cervejas, não te vi
no primeiro momento, nesse
instante em que um fulgor indelével
iniciava a conquista de minha vida
para dela fazer um [...]
Em Sines…
Junho 16, 2006
“escuto o lamento das águas e os passos rápidos das crianças pelas dunas
os ventos varrem, os ventos ainda uivam em todas as frestas do Bairro das Índias
Índias de fome, Índias de noite gelada…
procuro no fundo das algibeiras bonecos da bola, e as cobras nos valados do Rio da Moura
o sumo fresco das amoras e o [...]
Grama
Junho 15, 2006
Não é bonito trocar
O sexo, seja ao que for,
Pois isso até pode dar
Desgostos ao ofensor…
Assim, grama, de pesar
Diz logo que não tem tino
Quem como fêmea o tratar,
Pois ele é bem masculino…
Mas a grama, erva daninha
Que prejudica a campina
Fica toda contentinha
Por a verem feminina
Pese tantos gramas disto
Ou daquilo. Veja bem:
O grama, peso, está visto,
De fêmea é [...]
“(…) É urgente o amor, é urgente permanecer.”
Junho 13, 2006
OS TRABALHOS DA MÃO
Começo a dar-me conta: a mão
que escreve os versos
envelheceu. Deixou de amar as areias
das dunas, as tardes de chuva
miúda, o orvalho matinal
dos cardos. Prefere agora as sílabas
da sua aflição.
Sempre trabalhou mais que sua irmã,
um pouco mimada, um pouco
preguiçosa, mais bonita.
A si coube sempre
a tarefa mais dura: semear, colher,
coser, esfregar. Mas também
acariciar, é [...]
“Sem aquillo”… Ainda não há…
Junho 12, 2006
“(…) sem aquillo a que hoje se chama grammatica não há clareza de linguagem, e sem aquillo a que hoje se chama syntaxe não há coordenação de pensamento.”
In carta de Eça para Mariano Pina, 08/04/1888
Desejo
Junho 11, 2006
Pudesse eu não ter laços nem limites…
Sophia de M. Breyner