POEMA À CHUVA
Chuva chove, chove chuva…
Era aí de madrugada
Era aí ao nascer do Sol
Choveu tanto, tanto, tanto
que até chegou ao rouxinol.
Rouxinol cantou de noite
e de manhã a cotovia
todos cantam, todos cantam
a toda a hora do dia.
Sines, 20 de Abril de 1999
Arquivo de Setembro, 2006
O Poema da Avó
Setembro 26, 2006
Agostinho da Silva
Setembro 23, 2006
Um dos mais originais pensadores português.
Nasceu a 13 de Fevereiro de 1906 no Porto.
Passou a infância em Barca de Alva.
Licenciou-se em Filologia Clássica na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
Doutorou-se na Sorbonne com uma tese sobre Montaigne.
Conheceu António Sérgio, Raul Proença e Jaime Cortesão, entre outros exilados, em Paris.
Foi para Madrid quando Salazar [...]
Senão e Se não
Setembro 23, 2006
SENÃO e SE NÃO
Se não queres senãobeber
Qualquer dia cais doente;
Se não fazes por comer,
Não és senão imprudente.
Se um pronome podes pôr
Entre o SE e o NÃO – cuidado
Não esqueças, caro leitor,
Que o SE NÃO é despegado.
E nas palavras em ão
Que mudam o ão em ões
O substantivo senão
Faz no plural senões.
Pedro Pires, Ortografia
SE NÃO [...]
As Primeiras Chuvas
Setembro 23, 2006
AS PRIMEIRAS CHUVAS
As primeiras chuvas estavam tão perto
de ser música
que esquecemos que o verão acabara:
uma súbita alegria,
súbita e bárbara, subia e coroava
a terra de água,
e deus, que tanto demorara,
ardia no coração da palavra.
Eugénio de Andrade
Contudo e Com Tudo
Setembro 7, 2006
CONTUDO – conjunção adversativa, com o significado de porém, todavia, mas
Ex.: Gosto muito de ilustrar o que escrevo com imagens, contudo o sistema informático não mo permite.
COM TUDO – preposição com + pronome indefinido tudo. Tem valor quantitativo e admite variantes, todo, toda…
Ex.: Deixei-lhe uma mensagem sobre a secretária com tudo especificado.
Enviei o requerimento [...]
Neste Dia
Setembro 7, 2006
NESTE DIA DE MAR E NEVOEIRO
Neste dia de mar e nevoeiro
É tão próximo o teu rosto.
São os longos horizontes
Os ritmos soltos dos ventos
E aquelas aves
Que desde o princípio das estações
Fizeram ninhos e emigraram
Para que um dia inverso tu as visses
Aquelas aves que tinham
Uma memória eterna do teu rosto
E voam sempre dentro do teu sonho
Como se [...]
Jorge de Sena (continuação)
Setembro 6, 2006
1940 – Colabora no último número da “Presença” com uma carta para Casais Monteiro sobre o poema “Apostilha” de Fernando Pessoa.
1941 – Conferência sobre Rimbaud, “O Dogma da Trindade Poética”, a convite de Ruy Cinatti, na Juventude Católica de Lisboa.
1942 – Primeiro livro de poemas, Perseguição.
Colabora em “Aventura”, “Variante” e “Seara Nova”.
1943 – Colabora no [...]