Madeirense, nascido no dia 7 de Agosto de 1899, descendente de um rei – Jean de Bettencourt -, poeta e uma voz famosa do fado de Coimbra, um dos fundadores da revista Presença.
Aos 9 anos iniciou-se como poeta e diria a este propósito:
” A necessidade de exprimir alguma coisa tirava-me o sono e não sofria [...]
Arquivo de Janeiro, 2007
Edmundo de Bettencourt
Janeiro 27, 2007
Mulheres à Beira-Mar
Janeiro 26, 2007
Confundido os seus cabelos com os cabelos
do vento, têm o corpo feliz de ser tão seu e
tão denso em plena liberdade.
Lançam os braços pela praia fora e a brancura
dos seus pulsos penetra nas espumas.
Passam aves de asas agudas e a curva dos seus
olhos prolonga o interminável rastro no céu
branco.
Com a boca colada ao horizonte [...]
Homenagem a Vergílio Ferreira
Janeiro 25, 2007
A Universidade de Évora homenageou Vergílio Ferreira no dia do seu octogésimo aniversário, em 25 de Janeiro de 1996, e publicou um pequeno livro à “memória de uma tarde feliz.”
O escritor não compareceu, contudo acentuou a sua presença com um texto que foi lido, por sua indicação, pelo Pró-Reitor da Universidade, Dr. José Alberto Gomes [...]
Cristalizações
Janeiro 25, 2007
1.
Com palavras amo.
2.
Inclina-te como a rosa
só quando o vento passe.
3.
Despe-te
como o orvalho da manhã.
4.
Ama
como o rio sobe os últimos degraus
ao encontro do seu leito.
5.
Como podemos florir
ao peso de tanta luz?
6.
Estou de passagem:
Amo o efémero.
7.
Onde espero morrer
Será manhã ainda?
Eugénio de Andrade
Do Eça para a Maria
Janeiro 24, 2007
Santa Cruz, 4.6.1898
Minha pequena e querida Maria
Umas palavrinhas para te dar um bom-dia de Santa Cruz e para te pedir que dês muitos beijos aos teus irmãos. Esta terra é muito linda, e creio que muito te agradaria, bem como a Zezé. A casa porém é muito velha. E depois não tem jardim. O Luís [...]
Florbela – Auto-Retrato
Janeiro 22, 2007
“Aos oito anos já fazia versos, já tinha insónias e já as coisas da vida me davam vontade de chorar. Tive sempre esta mesma sensibilidade doentia, esta profunda e dolorosa sensibilidade que um nada martiriza, esta mesma ternura apaixonada pelos bichos inocentes e simples. Ficava horas debruçada sobre um formigueiro, dizia coisas ternas aos sapos [...]
No Alentejo, com as cegonhas
Janeiro 21, 2007
Há quem goste do Alentejo pelo ensopado de borrego, os brancos da Vidigueira, os tintos de Borba ou de Redondo.
Outros gostarão dele pelo cromeleque dos Almendres, o Templo de Diana, o Convento da Conceição, onde a quase lendária Mariana Alcoforado teria (…) escrito as mais exasperadas e comoventes cartas de amor (…).
Outros ainda virão [...]
O Alentejo
Janeiro 20, 2007
Em Portugal, há duas coisas grandes, pela força e pelo tamanho: Trás-os-Montes e o Alentejo. Trás-os-Montes é o ímpeto, a convulsão; o Alentejo, o fôlego, a extensão do alento.
(…) E compreende-se que fosse do seio da imensa planura alentejana que nascesse a fé e a esperança num destino nacional do tamanho do mundo.
(…) o Alentejo [...]
Choro
Janeiro 19, 2007
Eu, quando choro,
não choro eu.
Chora aquilo que nos homens
em todo o tempo sofreu.
As lágrimas são as minhas
mas o choro não é o meu.
António Gedeão
Dedicatória
Janeiro 18, 2007
“Peregrinatio ad loca infecta” – Portugália, Lisboa, 1969
Para a Sophia e o Francisco, na sua “peregrinação” por um Portugal livre, esta “peregrinação” com a maior amizade do Jorge
Madison, Outubro 1969