Era uma carrinha, talvez um carro gigante aos meus olhos de criança, que parava periodicamente no jardim da vila, demasiado alta para as minhas pequenas pernas magricelas e trémulas, na qual penetrava tímida e curiosamente, como se se tratasse de uma gruta desconhecida de paredes esculpidas de tesouros sem fim, que me era permitido tocar, trazer para casa saltitando, saciar a minha sede de saber, imaginar, descobrir mundos e afagar dolorosamente com beijos de até sempre!
Maria
