Biblioteca Itinerante

Biblioteca Itinerante

Era uma carrinha, talvez um carro gigante aos meus olhos de criança, que parava periodicamente no jardim da vila, demasiado alta para as minhas pequenas pernas magricelas e trémulas, na qual penetrava tímida e curiosamente, como se se tratasse de uma gruta desconhecida de paredes esculpidas de tesouros sem fim, que me era permitido tocar, trazer para casa saltitando, saciar a minha sede de saber, imaginar, descobrir mundos e afagar dolorosamente com beijos de até sempre!
Maria

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