Archive for Outubro, 2008

Recordando Maria Lamas
Outubro 8, 2008

Maria Lamas, grande vulto da literatura portuguesa do séc. XX, nasceu no dia 6 de Outubro de 1893.
Convido-vos para celebrarmos o seu aniversário – dois dias depois, mas o Natal não é todos os dias? – com duas mensagens suas e com a indiscrição de correspondência que lhe foi endereçada – brindemos!
“Ninguém tem direito [...]

Copo de Água. Copo com Água. Copo para Água.
Outubro 8, 2008

Conversa de Vogais e outras mais…
- Olá, Menina!
- Olá, Sr. Zé-concertina! Como está?
- Bem, obrigado! E a Menina? Uma flor como parece? Vinha aqui a matutar numa coisinha, que a Menina pode esclarecer-me.
Quando chegar à tasca do Valentim cheio de sede, peço-lho um “copo de água” ou “um copo com água”?
- Pede-lhe um copo de [...]

Jorge Listopad – “Sou poeta”…
Outubro 7, 2008

“Sou poeta provavelmente em tudo o que faço.”
” Poesia é o meu signo, o meu sinal, a minha vida.”
Jorge Listopad (Praga, 26/11/1921, naturalizado português na década de 50)
Poeta, colunista, crítico, encenador teatral, realizador, professor universitário, pedadgogo.

Carlos Porto – Alguém Chora
Outubro 7, 2008

Alguém disse chora
O homem atravessou o rio iluminado
alguém chora
O homem pela água passa
tantas lágrimas
Uma voz padecia por todas as vozes
algures uma mulher
Alguém disse chora

Carlos Porto, Pseudónimo de José Carlos da Silva Castro (Porto, 1930)
Crítico teatral, dramaturgo, poeta e tradutor.

Murilo Mendes – Vieira da Silva
Outubro 7, 2008

Diurno e nocturno\Longo e breve
Másculo e feminino
Onda e serpente
Água metálica
Chama rastreante
É o bicho que habita
N aescadaria do século
Entre o sibilar das granadas
E a saudade dos minuetos.
Bicho nervoso
Minucioso
Tece uma trama há mil anos
Que se transforma com a luz,
Em contraponto às formas
Da cidade organizada.
E o bicho minucioso
Pesquisa sua eprfeição.
Bicho diurno e nocturno.
MENDES, Murilo, in Metamorfoses
Murilo Mendes(Juiz de [...]

I Exposição dos Surrealistas
Outubro 5, 2008

I Exposição dos Surrealistas (Junho – Julho de 1949)
Da esquerda para a direita: Henrique Risques Pereira,
Mário Henrique Leiria, António Maria Lisboa, Pedro Oom, Mário Cesariny, Cruzeiro Seixas, Carlos Eurico da Costa e Fernando Alves dos Santos.

Alexandre Pinheiro Torres – Passaporte para Cardiff
Outubro 5, 2008

“Veio 1965. Salazar tem a esplêndida ideia de me prender, a mim, ao Manuel da Fonseca e ao Abelaira na qualidade de membros do júri da extinta Sociedade Portuguesa de Escritores por termos dado o Prémio da Novelística da SPE ao livro Luanda de Luandino Vieira.
Proíbido, e os outros, de assinar textos ou de [...]

José Cardoso Pires – Carta para Alexandre Pinheiro Torres
Outubro 5, 2008

“Prezado Senhor Escritor das Inglas,
Sacou Vossa Senhorai o trapo para me espevitar de lusitaniedade. Fê-lo em boa hora sua e para vaidade minha, já que me lançou para a posteridade, e por escrito, a cavalo num tubarão do tamanho da Moby Dick.
Bem haja, como se diz no arcebispado do Peso de Castelo Branco.
Dos feitos que [...]

Alexandre O´ Neill – O Poeta
Outubro 5, 2008

“(…) o Poeta não pode ser aparentemente muito diferente da sua poesia. A obra, chamemos-lhe assim, é sempre reflexo da vida que se tem, porque ela ou reflecte as ideias ou reflecte realidades, mas é uma fonte de reagir.”
Alexandre O´Neill (Lisboa, 19/12/1924 – Lisboa, 21/8/1986)
Poeta, cronista e tradutor, fundador do Movimento Surrealista de Lisboa com [...]

Alberto de Oliveira – Aspiração
Outubro 4, 2008

Ser palmeira! existir num píncaro azulado,
Vendo as nuvens mais perto e as estrelas em bando;
Dar ao sopro do mar o seio perfumado,
Ora os leques abrindo, ora os leques fechando;
Só de meu cimo, só de meu trono, os rumores
Do dia ouvir, nascendo o primeiro arrebol,
E no azul dialogar com o espírito das flores,
Que invisível ascende [...]