Em Sines…

“escuto o lamento das águas e os passos rápidos das crianças pelas dunas
os ventos varrem, os ventos ainda uivam em todas as frestas do Bairro das Índias
Índias de fome, Índias de noite gelada…

procuro no fundo das algibeiras bonecos da bola, e as cobras nos valados do Rio da Moura
o sumo fresco das amoras e o cheiro fresco do sabão…a memória envolve-me nos lençóis que secam estendidos ao sol(…)

em mim nada secou
não possuo a morte no coração, mas sim um pouco de chuva que lentamente apaga o fogo doutros dias mais simples
escuto o lamento das águas e sei que tudo continua vivo no fundo do mar…e no coração persistente das plantas”

Al Berto

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