Archive for Maio, 2009

António Nobre – Mães de Poetas
Maio 29, 2009

Ó mães de Poetas! sorrindo em seu quarto
Que são virgens antes e depois do parto!

NOBRE, António, in

António Nobre ( Porto, 16/8/1868 – Foz do Douro, 18/3/1900)
Poeta, licenciado em Ciências Políticas.

António Lobo Antunes – Um Homem Terno
Maio 29, 2009

“Acho que sou extraordinariamente terno. Fui criado numa família muito “stiff neck”, em que a ternura era um bocado reprimida. Às vezes, gosto das pessoas e tenho dificuldade em o dizer ou mostrar.”

António Lobo Antunes (Lisboa, 1/9/1942)
Romancista e cronista, distinguido com o Prémio Camões em 2007, médico especializado em Psiquiatria.

António José Forte – O Som do Búzio
Maio 29, 2009

“Se ainda podes ouvir o búzio da infância
ouvirás com certeza o sinal de partir.”

António José Forte (10/2/1931 – 1968)
Poeta ligado ao Movimento Surrealista Português.

Literatura Africana de Expressão Portuguesa – António Jacinto – O Poeta
Maio 29, 2009

“O poeta não fala por si, fala também pelos outros homens. A voz do poeta é a voz dos homens que só ele sabe articular. (…) Mas para que o poeta fale pelos homens, é preciso que com eles partilhe sofrimentos, alegrias, trabalhos e lutas.”

António Jacinto (Luanda, 28/9/1924 – Lisboa, 23/6/1991)
Poeta e contista, que neste contexto usava o pseudónimo de Orlando Távora, recebeu o prémio Nacional de Literatura em 1985.

António Gedeão – O Poema
Maio 29, 2009

“O poema deve suscitar uma recepção imediata (…) a uma primeira leitura. Depois, é preciso que ele seja de tal forma universal que todos e cada um dos leitores possam encontrar nele qualquer coisa.”

António Gedeão (Lisboa, 24/1/1905 – Lisboa, 19/2/1997)
Pseudónimo de Rómulo de Carvalho.
Poeta, pedagogo, historiador de ciência e educação, professor, licenciado em Ciência Físico-Químicas.

António Aleixo – Humildes Versos
Maio 29, 2009

Não quis que me engradecessem
os meus tão humildes versos;
fi-los p´ra que convertessem
alguns corações perversos.

António Aleixo (Vila Real de Santo António, 18/2/1899 – Loulé, 16/11/1949)
Poeta popular de grande relevo.

Gentílicos ou Pátrios de: Barcelos, Barrancos, Barroso, Beja e Beira
Maio 29, 2009

Gentílicos ou pátrios – nomes que indicam: nacionalidade, origem ou lugar de nascimento, residência de alguém ou proveniência de alguma coisa.
Eis alguns, nacionais:

Barcelos ———————– barcelense

Barrancos ——————— barranquenho

Barroso ———————— barrosão, barrosinho

Beja —————————- pacense, bejense

Beira ————————— beirão, beirense

(continua)

Maria Teresa Maia Gonzalez – Teresa de Lisieux
Maio 28, 2009

Rosas em botão
do céu cairão

Rosas pequninas
em mãos de meninas

Rosas sem espinhos
a alegrar caminhos

II

Tuas mãos
duas crianças
entretidas
a rezar

Aos
anjos
penteiam
suas
tranças
devagar

III

Tua prece
tem o aroma doce
de uma rosa em flor
que tua alma tece
em extático fervor

IV

Desfolhou
uma
a
uma
as pétalas

para que a nudez completa
da flor morta
fizesse lembrar-lhe
em que se tornaria

GONZALEZ, Maria Teresa Maia, in Retratos Imperfeitos

Maria Teresa Maia Gonzalez (Coimbra, 1958)
Escritora, professora, co-autora da Colecção O Clube das Chaves, licenciada em LLM – Estudos Franceses e Ingleses.

Ruy Belo – Alegrias
Maio 28, 2009

“Passeou pelos espelhos dos dias
suas clandestinas alegrias
que mal se reflectiram desertaram”

Ruy Belo (S. João da Ribeira, Rio Maior, 27/2/1933 – Queluz, 8/8/1978)
Poeta, ensaísta, crítico literário, tradutor, professor, leitor de Português, licenciado em Direito e Filologia Românica, doutorado em Direito Canónico.

Sophia – Intacta Memória
Maio 28, 2009

Intacta memória – se eu chamasse
Uma por uma as coisas que adorei
Talvez que a minha vida regressasse
Vencida pelo amor com que a lembrei.

Sophia de Mello Breyner Andresen (Porto, 6/11/1919 – Lisboa, 2/7/2004)
Poetisa, contista, autora de literatura infantil e tradutora, a 1.ª mulher portuguesa a receber o prémio Camões (1999).