Archive for Julho, 2009

José Luís Peixoto – Caminhante
Julho 30, 2009

eram as estrelas, caminhante,
o mapa que não soubeste decifrar
mas vais continuar e continuar
perdido para sempre.

PEIXOTO, José Luís, in A Criança em Ruínas

José Luís Peixoto (Galveias, Ponte de Sor, Setembro de 1974)
Poeta, romancista, dramaturgo, colaborador em diversas publicações nacionais e estrangeiras, licenciado em LLM, variante de Inglês Alemão.

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Literatura Africana de Expressão Portuguesa, Angola – José Eduardo Agualusa – Objectos
Julho 30, 2009

“Qualquer objecto conserva em si alguma coisa acerca de todos os acontecimentos que testemunhou, bem como da natureza de quem o criou ou actuou.
A pedra de uma calçada, por exemplo. (…)”

AGUALUSA, Eduardo, in D. Nicolau Água-Rosada e outras estórias verdadeiras e inverosímeis, ” A Memória das Coisas”.

Eduardo Agualusa (Huambo, Angola, 13/12/1960)
Romancista, contista, novelista, cronista, autor de literatura infantil, poeta, colaborador em jornais e revistas.

David Mourão-Ferreira – A Viagem
Julho 30, 2009

Mal fora iniciada a secreta viagem,
um deus me segredou que eu não iria só.

Por isso a cada vulto os sentidos reagem,
supondo ser a luz que o deus em segredou.

David Mourão-Ferreira (Lisboa, 24/2/1927 – 16/6/1996)
Poeta, novelista, romancista, ensaísta, colaborador de múltiplos jornais e revistas, co-fundador da revista Távola Redonda, professor, licenciado em Filologia Românica.

Miguel Torga – A Bordo
Julho 30, 2009

“A bordo, 30 de Julho de 1954 – Há uma coisa pior do que ter insónias: é tê-las a bordo, e passar a noite à espera de ouvir cantar um galo a muitos centos de milhas de distância. Que saudades da terra, dos seus incontáveis barulhos nocturnos – um cão que ladra, um mocho que pia, um rato que rói, uma semente que germina! Aqui é tudo líquido, deslizante. Até o tempo se parece com os : nada, em vez de caminhar.”

Nota: Miguel Torga viajava para o Brasil.

Miguel Torga (São Martinho de Anta, Vila Real, 12/8/1907 – Coimbra, 17/1/1995)
Pseudónimo de Adolfo Correia Rocha.
Um dos mais importantes escritores portugueses do século XX, galardoado com Prémio Camões em 1989, médico.

João de Deus – Conselho
Julho 30, 2009

“Verdadeiro amor, verdadeira união, satisfação verdadeira, só ao pé de virtuosos pais, ao lado duma esposa extremosa, no meio de filhos dóceis e inocentes, em companhia de amigos que o sangue e a afeição tornaram nossos irmãos.
Não desperdiceis o vosso coração em ilusões.”

DEUS, João de, in Cartilha Maternal

João de Deus (S. Bartolomeu de Messines, 8/3/1830 – Lisboa, 11/1/1896)
Poeta lírico, jornalista, tradutor, pedagogo, autor da Cartilha Maternal, licenciado em Direito.

Teixeira de Pascoaes – o Poeta e o Herói
Julho 30, 2009

“O Poeta e o Herói são dois milagres; contradizem a Natureza, como duas pedras que voassem.”

Teixeira de Pascoaes (Amarante, 8/11/1877- Gatão, 14/12/1952)
Poeta, prosador, licenciado em Direito.

Vergílio Ferreira – Vocabulário do Mundo
Julho 30, 2009

O vocabulário do amor é restrito e repetitivo, porque a sua melhor expressão é o silêncio. Mas é deste silêncio que nasce todo o vocabulário do mundo.”

FERREIRA, Vergílio, in Pensar

Vergílio Ferreira (Melo, Gouveia, 28/1/1916 – Lisboa, 1/3/1996)
Romancista, contista, ensaísta, autor de diários, galardoado com o Prémio Camões em 1992, professor, licenciado em Filologia Clássica.

Natália Correia – Espera
Julho 30, 2009

“Espera por mim talvez num domingo talvez a remar”

Natália Correia (Fajã de Baixo, S. Miguel, 13/9/1923 – Lisboa, 16/3/1993)
Poetisa, romancista, ensaísta, jornalista, dramaturga.

Gentílicos ou Pátrios de: Cabeceiras de Basto, Cabo Verde, Caldas da Rainha, Cartaxo, Cascais e Castelo Branco (continuação)
Julho 30, 2009

Gentílicos ou pátrios – nomes que indicam: nacionalidade, origem ou lugar de nascimento, residência de alguém ou proveniência de alguma coisa.

Eis alguns, nacionais:

Cabeceiras de Basto ———-cabeceirense

Cabo Verde ———————- cabo-verdiano

Caldas da Rainha ————- caldense

Cartaxo ————————— cartaxeiro, cartaxense

Cascais ————————— cascalense,castalejo, cascarejo

Castelo Branco —————- albicastrense

(continua)

José Cardoso Pires – Pensar
Julho 30, 2009

“É uma chatice, pensamos todos muito bem. (…)
Exactamente. Quando um país não dá para agir, contentamo-nos em pensar, que remédio.”

PIRES, José Cardodo, in O Anjo Ancorado

José Cardoso Pires (São João do Peso, 2/10/1925 – Lisboa, 26/10/1998)
Romancista, contista, novelista, cronista, ensaísta, dramaturgo.