Archive for Março, 2010

João Cabral de Melo Neto e Eugénio de Andrade – Poetas de Língua Portuguesa
Março 27, 2010

Egito Gonçalves e o Amor
Março 27, 2010

“Sou um lírico. Os meus poemas de combate são sempre poemas de amor, porque, vendo bem, em qualquer combate o amor é sempre a chama que nos alimenta.”

Egito Gonçalves (1922- Porto, 2001)
Poeta, editor, tradutor, fundou e participou na direcção de revistas.

Herberto Helder – A Morte do Poeta
Março 27, 2010

“É na morte de um poeta que se principia a ver que o mundo é eterno.”

Herberto Helder (Funchal, 23/11/1930)
Poeta, ficcionista, jornalista, bibliotecário, tradutor, apresentaddor de programas de rádio e de televisão.

Agostinho de Silva – Paciência
Março 27, 2010

“Muitas vezes acontecem contrariedades para as quais é preciso paciência é por isso que eu digo que paciência se devia escrever tudo com “s”, para mostrar como ela é passiva.

Creio que, para aturar a vida presente, não é de paciência que precisamos; o que é preciso é acreditarmos no futuro com entusiasmo…”

Agostinho da Silva (Porto,13/2/1906 – Lisboa, 3/4/1994)
Filósofo, poeta, ensaísta, professor, licenciado em Filologia Clássica (1929), doutorado com louvor (1929), colaborador da Revista Seara Nova, fundador do Núcleo Pedagógico Antero de Quental (1939), co-fundador de universidades no Brasil, criador de Centros de Estudos.

Augusto Abelaira – Agostinho da Silva
Março 27, 2010

” Agostinho da Silva (…): sendo ele também um pedagogo, transmitia uma certa maneira de pensar, uma certa visão do mundo que ainda hoje faz parte de mim.”

Augusto Abelaira (Ança, Cantanhede, 18/3/1926 – 2003)
Romancista, dramaturgo, jornalista, contista, tradutor, professor, licenciado em Ciências Histórico-Filosóficas.

Eduardo Portella – A Cultura e a Política
Março 27, 2010

“A cultura não pode ser um luxo social, uma condecoração recebida por alguns. Tem de integrar o processo político.

Não há cultura sem carnação social.

O processo político tem basicamente três faixas: cultural, económica – sobretudo, produção, distribuição e renda – e política.

Parece-me que a última decisão deve ser política e implementada tecnicamente.”

Eduardo Portella (São Salvador, Brasil, 8/10/1932)
Crítico literário, ensaísta, professor, conferencista, pesquisador, pensador, advogado, político.

José Leite de Vasconcelos – Quadra
Março 27, 2010

Embora não distante do meu Tejo,
Nestes extensos campos da Alemanha,
Sempre a ideia da pátria me acompanha
Em tudo quanto escuto e quanto vejo.

José Leite de Vasconcelos (Ucanha, 7/7/1858 – Lisboa 14/5/1941)
Linguista, filólogo, etnólogo, arqueólogo, fundador da Revista Lusitana.

Edmundo de Bettencourt e o Fado de Coimbra
Março 27, 2010

Edmundo de Bettencourt não foi apenas um destacado poeta, além de um dos fundadores da Presença – baptizou-a -, com Miguel Torga e Branquinho da Fonseca, mas também um famoso intérprete do fado de Coimbra, que nos fala sobre este aspecto da sua vida (1996):

“- Em 1929 ou 30 gravei cinco discos. Voltei a gravar em 31 ou 32, mas rejeitei as gravações. Ainda gravei mais uma vez, mas já não me lembro do ano – já foi à tanto tempo! Nessa altura as gravações faziam-se em estúdios improvisados – a primeira que fiz foi no Palácio dos Carrancas no Porto – e eram muito imperfeitas.

Pelos cinco discos pagaram-me dez contos. Com esse dinheiro comprei um gramofone e discos para todos os gostos.

Em minha casa começavam, então, a reunir-se, com mais ou menos frequência, quase toda a gente da Presença, e mais alguns amigos. Entre eles, os mais assíduos de que me recordo agora, contavam-se: Miguel Torga, José Régio, Branquinho da Fonseca, Fausto José, Artur Paredes, José Oliveira Neves, Alves Machado, Albano de Noronha, Artur Espanha e Francisco Bugalho.

Fiz muito poucas letras para fados e só excepcionalmente. Duas delas, para um fado de um compositor que era considerado de segunda, Mário Fonseca, e que resolvi cantar.
Como os fados falavam sempre de “olhos negros”, e achava que já era escuridão a mais, chamei-lhe “fado de olhos claros”.

Depois de sair de Coimbra nunca mais voltei a cantar. Às vezes ainda trauteio qualquer coisa, às escondidas…

Gosto de ouvir, por exemplo, entre outros, Zé Afonso.

Recordo-me do ambiente de certas noites em que nem pisava o chão…
Coimbra é, de facto, uma terra única nesse aspecto e tem um cenário que parece ter sido feito para o fado, criando-se um ambiente de comunicabilidade que é impossível existir noutra parte.”

Testemunhos:

José Régio: “Edmundo a cantar e Artur Paredes a acompanhá-lo. Era o delírio!”

Zeca Afonso: “o maior cantor de fado de todos os tempos.”

Vitorino Nemésio: “o único cantador de fado verdadeiramente poeta (…), um poeta nato e cantor notável.

Edmundo de Bettencourt (Funchal, 7/8/1899 – Lisboa, 1/2/1973)
Poeta, um dos fundadores da Presença, uma distinta voz do fado de Coimbra onde estudou Direito.

Eça e os Filhos: José Maria e Maria
Março 27, 2010

Maria Alberta Menéres – O Arco-Íris
Março 26, 2010

“Quantas vezes já, em nossa vida, olhámos, admirámos, falámos e escrevemos sobre o arco-íris? E no entanto, quando ele aparece, desenhando a luz através de um ar molhado, é como se o descobríssemos pela primeira vez.
Uma sensação de impossível beleza possível.”

MENÉRES, Maria Alberta, O que é a Imaginação

Maria Alberta Menéres (Vila Nova de Gaia, 25/8/ 1930)
Professora, tradutora, jornalista, poetisa e escritora infanto-juvenil, mãe da cantora Eugénia Melo e Castro.