Archive for Maio, 2010

Fernando Namora com Amigos
Maio 16, 2010

Coimbra, 1943 – ano da licenciatura de Fernando Namora em Medicina.

O médico-escritor é o terceiro da direita; João Gaspar da Costa, professor de Literatura, o terceiro da esquerda.

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Fernando Namora, Uma Voz – Escrever
Maio 16, 2010

“Escrever é necessidade íntima, deleite, correctivo da desventura, afirmação, captação de uma memória colectiva (…)”

Fernando Namora (Condeixa, 15/4/1919 –Lisboa, 31/1/1989)
Poeta, contista, romancista, novelista, biógrafo, escritor de memórias e narrativas de viagens.
Licenciado em Medicina

Quem São os Linguistas?
Maio 16, 2010

“Linguista é uma profissão da segunda metade do século XX: só começou a haver linguistas depois de a linguística se ter instituído como um domínio do conhecimento. Antes de haver linguistas houve gramáticos, como Fernão de Oliveira, foneticistas, como Gonçalves Viana, filólogos, como Adolfo Coelho e dialectólogos como Leite de Vasconcelos.

Nos últimos anos, a formação dos linguistas conheceu, em Portugal, uma notória evolução: a primeira licenciatura em linguística surgiu na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa em 1987; a segunda foi criada na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, seis anos mais tarde.
(…)
Muitos linguistas desenvolvem trabalhos de investigação interdisciplinar, que envolvem mais do que um domínio de especialização. É o que sucede, por exemplo, com a sociolinguística, a psicolinguística ou a neurolinguística, que cruzam a linguística com as ciências e as neurociências.
(…)
Por último, os linguistas podem participar na vida das empresas e das instituições, sempre que o uso da língua esteja em questão, assegurando uma maior eficácia comunicativa quer através da revisão linguística dos textos quer do esclarecimento de dúvidas dos falantes. Estas são as funções dos consultores linguísticos.”

MATEUS E VILLALVA, Maria Helena Mira e Alina, O Essencial sobre Linguística

Resposta Oficial – A Nação e o Papel Selado
Maio 15, 2010

CASTRO, Pires de, Lições Práticas de Português


Requerimento para Admissão ao Liceu
Maio 15, 2010

CASTRO, Pires de, Lições Práticas de Português

Quando a admissão era uma remota oportunidade para a maioria…

Curso da Língua Portuguesa
Maio 15, 2010

Edição sem data, mas com menção do preço: 32$50.

Fernando Lemos – A Concavidade Descoberta
Maio 15, 2010

Sou o relêvo aprendido
voz deserdada e matriz
seca: alegria operante

Que não saberei jamais
avêssa do saber. Mal da
vocação a cumprir. Cume

flutuante à superfície
do vácuo transmissível
cientificado. Artesanal

pedra de remoer-se em
mim. Suficiente emoção
lapidada na divindade

O divino moldado cerne
embutido mas revelador
amaldiçoado e revivido

Sou retorno. Semelhança
modular de tempo na fé
quebrada face ao vento
(1991)

Fernando Lemos (Lisboa, 1926)
Fotógrafo, poeta, jornalista, pintor, publicitário e desenhador .

Miguel Real – A Crítica
Maio 15, 2010

” A crítica apenas se diferencia do romance por ser ficção que toma como matéria escrita um livro ou uma obra publicada.

Como o filosófico, o discurso crítico é uma forma racional de ficção, abstraído do sentimento inerente à condição estética, diferenciando-se deste em grau de abstração e análise, mas não em natureza.

Uma crítica minha é sempre uma ficção tão pura quanto o romance sobre o qual ela versa.”

Miguel Real (Lisboa, 1/3/1953)
Pseudónimo de Luís Martins
Ensaísta, romancista, dramaturgo, crítico literário, professor de Filosfia, colaborador do JL, licenciado em Filosofia, mestre em Estudos Portugueses, especialista em Cultura Portuguesa.

Fernando Campos – Ser Escritor
Maio 15, 2010

” Um escritor tem que estar dentro do seu tempo. Não se pode estar a escrever hoje como no século XIX, como o Garrett, ou o Herculano.

Ser escritor é algo inato: ou se é ou não se é.”

Fernando Campos ( Águas Santas, Maia, 1924)
Ficcionista, cronista e investigador, licenciado em Filologia Clássica.

Fernando Assis Pacheco – Desversos
Maio 15, 2010

Este ministro é um mentiroso
que agonia quando ele discursa
e se fosse só isso: bale sem jeito
às meias horas seguidas – e não pára!

bem aventurados os duros de ouvido
a quem o céu abrirá as portas
desliguem p.f. o microfone
ou então tirem a país da ficha

(Lisboa 6.V.95)

Fernando Assis Pacheco (Coimbra, 1/2/1937 – Lisboa, 30/11/1995)
Poeta, romancista, novelista, jornalista, crítico e tradutor.