Archive for Setembro, 2010

João de Deus – A Ira
Setembro 27, 2010

“Nunca nos devemos irar, seja contra quem for, porque a ira turva a razão, como a embriaguez, mas contra os nossos pais, basta uma palavra, um gesto de impaciência para ser um crime.”

DEUS, João de, Cartilha Maternal

João de Deus (S. Bartolomeu de Messines, 8/3/1830 – Lisboa, 11/1/1896)
Poeta lírico, jornalista, tradutor, pedagogo, autor da Cartilha Maternal, licenciado em Direito.

Irene Lisboa – Escrever Para Quem?
Setembro 27, 2010

“Deve-se escrever sempre para ninguém. Sem pensar em ninguém, nem em retribuições, nem comparticipações.
E basta!”

Irene Lisboa (Casal da Murzinheira, Arruda dos VInhos, 15/12/1892 – Lisboa, 1958)
Poetisa, contista, cronista, professora, pedagoga, colaboradora da revista Seara Nova.

Al Berto – As Imagens
Setembro 26, 2010

” Não sei o que me aconteceu para ficar triste.

Lembro-ne de ter percorrido meio mundo à procura de imagens. (…)

Mas eu não sabia para onde ir. Deambulei anos a fio, e nunca encontrei as imagens que queria. Gastei as parcas forças que tinha neste trabalho, até que um dia me perdi junto ao mar.”

AL BERTO, O Anjo Mudo

Al Berto (Coimbra, 11/1/1948-Lx, 13/6/1997)
Pseudónimo de Alberto Raposo Pidwell Tavares
Poeta, pintor, editor, animador cultural, um “coimbrense-siniense” único.

Agostinho de Silva – Oleiros
Setembro 26, 2010

“Os homens de acção são os oleiros de Deus; e não te esqueças de que até pensar é agir.”

Agostinho da Silva (Porto,13/2/1906 – Lisboa, 3/4/1994)
Filósofo, poeta, ensaísta, professor, licenciado em Filologia Clássica (1929), doutorado com louvor (1929), colaborador da Revista Seara Nova, fundador do Núcleo Pedagógico Antero de Quental (1939), co-fundador de universidades no Brasil, criador de Centros de Estudos.

Fernando Pessoa – O Livro dos Amores
Setembro 26, 2010

Li o livro dos amores,
Li-o bem, e diz assim:
Olhares, sorrisos, beijos.
(Falta a página do fim).

Fernando Pessoa (Lisboa 13/6/1888 – Lisboa, 30/11/1935 )
Poeta, escritor e tradutor, distinguiu-se pela criação de heterónimos, que o tornaram famoso.

Júlio Dinis – Nova Vénus
Setembro 26, 2010

Salta aos ventos as tranças douradas,
Meiga filha das bordas do mar,
E no meio das vagas iradas
Solta aos ventos o alegre cantar.

Não, não temas as nuvens sombrias,
Que uma a uma se elevam d´além,
Qe rodeado d´amor e alegrias,
O teu céu dessas nuvens não tem.

Canta sempre, de noite as estrelas,
De manhã ao luzir do arrebol,
Ao passarem no mar as procelas,
Ao sorrir nos outeiros o sol.

Canta sempre, ó alcione d´estas vagas
Nova filha da espuma do mar,
Canta sempre, e eu sentado nas fragas,
Voltarei para ouvir-te cantar.

Júlio Dinis (Porto, 14/11/1838 – Porto, 12/9/1871)
Pseudónimo de Joaquim Guilherme Gomes Coelho.
Romancista, poeta, dramaturgo, médico e professor universitário.

Gentílicos ou Pátrios de: Vila Franca de Xira, Vila Nova, Vila Nova de Famalicão, Vila Nova de Gaia, Vila Nova de Milfontes (continuação)
Setembro 26, 2010

Nomes que indicam: nacionalidade, origem ou lugar de nascimento, residência de alguém ou proveniência de alguma coisa.

Eis alguns, nacionais:

Vila Franca de Xira ——————- vila-franquense

Vila Nova ——————————– vila-novense

Vila Nova de Famalicão ————- famalicense

Vila Nova de Gaia ——————— gaiense, vila-novense

Vila Nova de Milfontes ————— milfontense.

(continua)

João Ubaldo Ribeiro e José Cardoso Pires
Setembro 18, 2010

Lisboa, início da década de 80.

Maria Azenha – Em Seu Barco d´Oiro
Setembro 18, 2010

como os frutos
vergam

pouco
a pouco. Como a água

brilha,

mais
verde em cada folha.

Como
a terra
beija,

agora cada rio.

Não é senão
o fogo. A manhã

desliza,

em
seu barco
d´oiro

Maria Azenha (Coimbra, 29/12/1945)
Poetisa, professora, licenciada em Ciências Matemáticas.

Vergílio Ferreira – Ser-se Homem
Setembro 18, 2010

“Num mundo de animais é um crime ser-se homem.”

Vergílio Ferreira (Melo, Gouveia, 28/1/1916 – Lisboa, 1/3/1996)
Romancista, contista, ensaísta, autor de diários, galardoado com o Prémio Camões em 1992, professor, licenciado em Filologia Clássica.