Eugénio de Andrade – No Alentejo

“No Alentejo, em fins de julho ou princípios de agosto, o olhar atinge o seu zénite.

No horizonte raso e limpo tudo parece pegado à terra: muros, árvores, medas de palha, montes, quando se avistam distantes.

Um delírio de luz sobe à cabeça, como a música das cigarras, e faz doer.

As coisas todas instalam como romãs maduras, e ficam cheias de brilhos.(…)”

Eugénio de Andrade, (Póvoa de Atalaia, Fundão , 19/01/1923 – Porto, 13/06/2005)
Pseudónimo de José Fontinhas.
Poeta de renome internacional, tradutor, prosador, autor de literatura infantil, antologista, detentor de diversos prémios literários, nomeadamente o Prémio Camões em 2001.

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