Eugénio de Andrade – As Amoras

Eugénio de Andrade

O meu país sabe as amoras bravas
no verão.
Ninguém ignora que não é grande,
nem inteligente, nem elegante o meu país,
mas tem esta voz doce
de quem acorda cedo para cantar nas silvas.
Raramente falei do meu país, talvez
nem goste dele, mas quando um amigo
me traz amoras bravas
os seus muros parecem-me brancos,
reparo que também no meu país o céu é azul.

Eugénio de Andrade (Póvoa de Atalaia, Fundão , 19/01/1923 – Porto, 13/06/2005)
Pseudónimo de José Fontinhas.
Poeta de renome internacional, tradutor, prosador, autor de literatura infantil, antologista, detentor de diversos prémios literários.

Nota: Esta publicação será substituída brevemente por um poema da Sophia, porque este já se encontra editado desde 2010 e é justo que a correção seja em prol da poetisa – desculpem o lapso.

2 Respostas

  1. Este poema foi escrito por Eugénio de Andrade e consta do seu livro “O Outro Nome da Terra”

    • Muito obrigada pela chamada atenção.
      Quando li “As Amoras” e Sophia, confesso que senti um sobressalto, pois conheço o poema da autoria de Eugénio de Andrade, também ele um dos meus poetas preferidos; tratou-se de um lapso, sem dúvida.
      O citado poema encontra-se devidamente publicado neste blogue em 2010/06/27 e tê-lo-ei retirada da Antologia Breve do poeta.
      Vou substituir o autor e os respetivos dados biográficos, que apagarei brevemente, uma vez que não se justificam duas publicações.
      Muito obrigada pela visita!
      Bom fim de semana!

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