Archive for Junho, 2014

Santo António – Fazer o que Puder
Junho 13, 2014

Santo António

“Se não puder fazer grandes coisas, faça o que conseguir e não ficará sem recompensa.”

Santo António (Lisboa, 15/8/1191 – 1195(?) – Pádua, 13/6/1231).
Franciscano, detentor de estudos em Direito, pregador, professor de Teologia, taumaturgo.
Nome de baptismo: Fernando de Bulhões.

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Sophia – A Obra de Arte
Junho 8, 2014

Sophia de Mello Breyner Andresen

“A coisa mais antiga de que me lembro é dum quarto em frente do mar dentro do qual estava, poisada em cima da mesa, uma maçã enorme e vermelha.

Do brilho do mar e do vermelho da maçã erguia-se uma felicidade irrecusável, nua inteira.

Não era nada de fantástico, não era nada de imaginário: era a própria presença do real que eu descobria. (…)

A obra de arte faz parte do real e é destino, realização, salvação e vida.”

ANDRESEN, Sophia de Mello Breyner, Obra Poética I, Prefácio

Sophia de Mello Breyner Andresen (Porto, 6/11/1919 – Lisboa, 2/7/2004)
Poetisa, contista, autora de literatura infantil e tradutora, a 1.ª mulher portuguesa a receber o prémio Camões (1999).

Nélida Piñon – Gratidão à Família
Junho 6, 2014

Nélida Piñon

“Estou muito agradecida à minha família pela educação que me deu, pela honorabilidade e pelos 5000 anos de cultura que me transmitiu.

Deram-me o uso das línguas castelhana e galega. Deram-me o imaginário celta, sem dúvida o mais rico da Europa, e, sobretudo, a majestade da língua portuguesa que eu não troco por coisa alguma. Ela traduz tudo o que eu quero.”

In JL, Quarta-feira, 30 de Outubro de 1999

 

Nélida Piñon (Rio de Janeiro, 03/05/1937)

Romancista, contista, cronista, ensaísta, autora de literatura infanto-juvenil, licenciada em Jornalismo, primeira mulher a ser eleita presidente da Academia Brasileira de Letras.

Natália Correia – O Que Queria Ser…
Junho 6, 2014

Natália Correia

“(…) quando eu era criança, queria ser três coisas. A primeira, era ser poetisa; a segunda detetive (detetive, não, polícia, note bem): para deslindar o intrincado das coisas, descobrir o seu porquê. A questão que me fascinava era: quem é o autor? (…)

Ah, a terceira… Gostava de ser dona de um casino clandestino. Era a atração pelo jogo da vida não consentido.”

in JL de 1982

 

Natália Correia (Fajã de Baixo, S. Miguel, 13/9/1923 – Lisboa, 16/3/1993)

Poetisa, romancista, ensaísta, jornalista e dramaturga.

 

Sebastião da Gama – Os Poetas e a Vida
Junho 2, 2014

Sebastião da Gama

“Cabe aos poetas mostrar a grandeza da Vida .”

GAMA, Sebastião da, O Segredo é Amar

Sebastião da Gama (Vila Nova de Azeitão, Setúbal, 10/4/1924 – Lisboa, 7/2/1952)
Poeta e professor de Português, colaborador das Revistas: Árvore e Távola Redonda, fundador da Liga para a Protecção da Natureza (1948), licenciado em Filologia Românica.

Raul Brandão – O Mundo
Junho 2, 2014

Raul Brandão

” Todo o mundo se transforma a nossos olhos. Cada ser aumenta como se encerrase em si a vida até aos confins dos séculos.

O passado não existe, o futuro redobra de proporções.”

BRANDÃO, Raul, Húmus

Raul Brandão (Foz do Ouro, 12/3/1867 – Lisboa, 5/12/1930)
Escritor, jornalista e militar.

Vieira Pires – Lágrima
Junho 2, 2014

Vieira Pires

Lágrima…

Lágrima que brota

Pela face enrugada,

Transporta alegria,

Desespero ou revolta.

Fala pelo silêncio,

Do que, sentindo-se só

Ou entre a multidão,

Deixa que ela fale,

Pelo seu coração!…

António Maria Vieira Pires (Mora, Alto Alentejo)
Médico Especialista em Clínica Geral e Saúde Pública, colaborou em jornais regionais e locais e publicou três pequenos livros de poesia.

Flor Campino – Era Tão Branca a Vila
Junho 2, 2014

Era tão branca a vila

que cegava.

Andaste os labirintos

da sua cal e acaso.

Com fitas ocres

enleando os muros,

respiram os teus ombros

a brancura, a marca

azul do ar.

 

Flor Campino(Tomar, 1934)

Escritora e pintora

 

Eduardo Bettencourt Pinto – Ofício
Junho 2, 2014

Eduardo Bettencourt Pinto

 

Apagas uma palavra como o vento árido a pegada.

Sem piedade, limpas do branco o balbucio ténue

como quem arranca do chão a erva daninha.

Fica entre os dedos um cheiro a terra fresca, húmida

e fértil.

Lavrador de música, pegas noutra.

Esperas que nessa passe um barco, os cântaros se encham

de vinho para a festa, ou uma maçã amadureça

nos tristes galhos do inverno.

Nunca sabes: as palavras são bailarinas imprevisíveis;

ou te levam para um campo de águas bravas

ou fogem de ti rindo, por seres tão pobre.

 

Eduardo Bettencourt Pinto (Angola, Gabela, 1954)

Poeta e ficcionista.

João Morgado – Veste uma Gota de Perfume
Junho 2, 2014

João Morgado

Veste uma gota de perfume,

nada mais,

deixa-me amar-te!

 

Deixa-me despir

um beijo na tua boca

 

respirar-te!

 

João Morgado (Covilhã)
Poeta, contista, romancista, professor e consultor em Comunicação.