Wenceslau de Moraes – Amor, sim!

wenceslau de Moraes

“Tanta gente! Tantos os que nos falam e nos apertam as mãos; tantos os que nos segredam uma palavra inútil, uma frase lisonjeira… e nem uma amizade sincera, nem um raio dessa outra amizade sublime, a que chamam o amor!

Amor, sim! Amor, que é a alma da nossa alma, a vida da nossa vida, flor maravilhosa, que a terra roubou ao Paraíso. Eu creio em duas alavancas que movem todos os interesses e que miram todas as aspirações: o dinheiro e o amor. Dinheiro! Ideal dos ambiciosos da matéria… Amor! Ideal dos ambiciosos do sentimento…

E eu amo as mulheres. Amo essas existências franzinas, delicadas como a haste do lírio, que uma brisa vivifica, e que o sol fenece. Amo-as pelos seus cabelos sedosos, pelas suas faces pálidas, pelos seus belos olhos, pelas suas mãos pequeninas, pelos seus requebros languescentes… Adoro-as! (…)

As mulheres não amam quem as adora!”

Wenceslau José de Sousa de Moraes (Lisboa, 30/05/1854 – Tokushima, 01/07/ 1929)
Escritor e militar da marinha portuguesa.

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