Saúl Dias – Poema de Ainda

Saul Dias

Tarde quieta de domingo,
quieta, quieta…
Joga ao ar a bola preta
o menino.

Só a música
inquieta um pouco…
(o perpassar talvez do espírito
louco
do Músico-Poeta…)

e, na varanda,
as rosas brancas
pendem sobre a estrada.

— Quem acendeu as luzes
em pleno dia?

Tanto de quase nada…

 

Saúl Dias (Vila do Conde, 1/11/1902 – Vila do Conde, 1983)
Pseudónimo de Júlio Maria dos Reis Pereira
Irmão de José Régio, poeta, pertenceu ao Movimento da Presença, colaborador em vários jornais, desenhador e pintor – assinava as suas obras com o nome próprio -, engenheiro civil.

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