Gilberto Freyre – Ventos da Tarde

Gilberto Freyre

 

As mangueiras
o telhado velho
o pátio branco
as sombras da tarde cansada
até o fantasma da judia rica
tudo esta à espera do romance começado

um dia sobre os tijolos soltos
a cadeira de balanço será o principal ruído
as mangueiras
o telhado
o pátio
as sombras
o fantasma da moça
tudo ouvirá em silêncio

Gilberto Freyre (Recife, 15/3/1900 – Recife, 18/7/1987)
Novelista, ensaísta, poeta, sociólogo e antropólogo.

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