Mário de Carvalho – A Revelação da “Escritaria”

Mário de Carvalho

“(…) tenho um verdadeiro – e creio que sadio – horror à grande frase, ao tom proclamatório e tribunício (…)

A minha escrita enraíza-se – creio eu – num fundo ecléctico de meninice e juventude cheias de curiosidade.

De mistura com as bandas desenhadas  e com os filmes que então me deixavam ver, aparecia toda a espécie de livros, desde os que havia em casa carregados de brados neo-realistas ou de sisudez republicana, aos da biblioteca itinerante da Gulbenkian, no Alentejo das férias; desde os poucos que existiam em casa dos avós (o inevitável best-seller A Rosa do Adro... mas também O Capitão Morgan e Texas Jack) até às novelas de capa de papel com nomes como (reconstituo ou invento…) O Pistoleiro Arrependido, ou Na Caverna do Corsário Vermelho. (…)”

In JL, 16 a 29 de outubro de 2014

Mário de Carvalho (Lisboa, 25/9/1944)
Romancista, contista, novelista, dramaturgo, licenciado em Direito.

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