Luís Filipe Castro Mendes – Finisterra

Luís Filipe Castro Mendes

Como vultos se afastam numa praia

e sombras se desfazem frente ao mar,

vivemos e passamos sem notar,

na orla de um país, que em sua raia

 

de espuma se desfazem as quimeras

nas falésias desertas de real.

e já Inverno fecha em ouro e sal

um tempo que foi lume de esferas.

 

Deixemos que a palavra adormecida

ganhe a crua distância da razão

e o coração nos leve de vencida,

 

que já o frio começa e a ilusão

inundará de neve a nossa vida

e negará de novo a solidão.

 

Luís Filipe Castro Mendes (Idanha-a-Nova, 1950)
Poeta, ficcionista, diplomata, licenciado em Direito.

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