Álvaro Feijó – Se os Homens Quisessem

Brincava na praia, saído da escola,
– os pés maculando a espuma de prata –
na espádua – menino – a suja sacola,
na espalda – soldado – a espada de lata.

Ao longe, uma estrela cadente na seda do céu.
A bala perdida
tocou no menino, levou-o… Na queda,
inútil, ficou-se a espada partida
Se os homens quisessem,
o engenho assassino,
as armas da Morte, talvez se rompessem
sem nada valer.
– Espada de lata do loiro menino –
Se os homens quisessem…

E os homens vão querer!

Álvaro de Castro e Sousa Correia Feijó (Viana do Castelo, 5/7/1916 – Coimbra, 9/3/1941)

Poeta.

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