Cristovam Pavia – Marinha

Cristovam Pavia

Um bando de gaivotas
revoluteando,
insistindo…
Partindo
e logo voltando,
em voltas e cambalhotas,
sobre o mar…

A vela branca, a vibrar,
que se não sabe onde vai,
desaparece
e parece

que já não há-de voltar…
Mas de repente aparece
e vai do fundo, do mar
para o céu…

E um menino que correu
e riu
às transparências desse mar sem fim,
quando me viu,
levantou a grande aba do chapéu
e, desenhado a branco sobre o céu,
ficou, por muito tempo, a olhar p’ra mim.

 

Cristovam Pavia (Lisboa, 7/10/1933 – Lisboa, 13/10/1968)
Pseudónimo de Francisco António Lahmeyer Flores Bugalho – usou outros pseudónimos: Sisto Esfudo, Marcos Trigo e Dr. Geraldo Menezes da Cunha Ferreira.
Poeta, membro da revista: O Tempo e o Modo, publicou poemas nas revistas: Távola Redonda e Árvore.
Filho de do poeta Francisco Bugalho, ligado à revista: Presença.
Licenciado em Filologia românica.

 

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