António Francisco Da Costa e SilvaSob o Signo da Beleza

Da Costa e Silva

No dia em que nasci, fadou-me Apolo
A uma vida de júbilos e penas;
De ânsias divinas e emoções terrenas;
E eu com este destino me consolo.
Fui pelas Musas embalado ao colo,
Aprendendo no trato das Camenas
A transformar em lírios e açucenas
Os cardos que me ferem pelo solo.

Tendo este dom que eleva e transfigura
Os aspectos do mundo, a alma resiste
Ao lodo da existência amarga e escura…

E esta alegria resignada e triste
É bem de quem no sonho acha a ventura,
Vendo a beleza em tudo quanto existe.

Antonio Francisco Da Costa e Silva (Amarante, 29/11/1885 – Rio de Janeiro, 29/6/1950)
Poeta, licenciado em Direito, pai do escritor e diplomata Alberto da Costa e Silva.

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