João de Melo – “Reescrever” um Livro

 

Caros visitantes,
Vamos ver o que nos diz o João de Melo, no JL de 29 de março a 11 de abril de 2017, sobre o que é “rescrever” um livro?

 

“(…) É trazê-lo de volta naquilo em que nós justifica o sentido de uma reafirmação por escrito.

Sempre me pretendi um “criador da linguagem”.

Houve tempo em que forcei a minha preocupação de mostrar um “estilo”. Escrevi em redondo, no balanço das hipérboles e metáforas de mau gosto. Como no enjoo marítimo.

O estilo é certamente uma doença infantil moderna.  Nem sempre resistimos à tentação de armarmos ao pingarelho, como se escrevêssemos à luz dos mestres e dos clássicos barrocos.

Por outro laso, lidando eu com a tropa e com a guerra, convenci-me de que o romance devia encher-se de palavrões, do calão militar. Erro crasso. A literatura do palavrão não chega nunca a ser arte.

A prosa literária, ao invés, exige uma disciplina superior da linguagem. Foi o que tentei devolver à Autópsia nesta sua 9.ª (ou 10.ª…) edição. Uma narrativa mais fluída, menos palavrosa. (…)”

 

João de Melo (Achadinha, Açores, 04/02/1949)
Contista, romancista, ensaísta, cronista, poeta, galardoado com vários prémios literários, professor – ensino secundário e superior –, Conselheiro Cultural da Embaixada de Portugal em Madrid (2001-2010), licenciado em Filologia Românica.

 

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