António Correia de Oliveira – Canção da Candeia Acesa

Humilde candeia acesa
em casa do cavador;
luz da pobreza – bendita!
luz infinita do Amor!

Vem p´la noite negra adiante
um homem que se perdeu…
Vê no escuro uma estrelinha,
lá tão distante…
mas na terra, não no céu…

E diz-lhe a vaga luzinha:
– Olha p´ra mim, e caminha,
Vem até mim, que sou eu…

E ele chega àquela porta,
nela bateu…
Abre-se a porta, e ei-la acesa
-parece o Sol! –
em casa do cavador;
luz da pobreza – bendita!
luz infinita do Amor!

 

António Correia de Oliveira (S. Pedro do Sul, 1878 – Antas, 1960)
Poeta, jornalista, participou no Movimento Integralista Lusitano e nas revistas: Águia, Atlântida, Ave Azul e Seara Nova.

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