Uso Abusivo de Estrangeirismos – Um Prazenteiro Texto

Caros Visitantes,

Partilho convosco um prazenteiro texto exemplificativo do uso abusivo de estrangeirismos, o qual constitui, há anos, uma proposta de reescrita numa formação,  utilizando, ao máximo, vocábulos da língua portuguesa – espero que se divirtam!

” – A Mariete acordou com o feeling de que tudo lhe iria correr bem naquele dia.

Escolheu a lingerie:  as collants grenat,  o soutien beige…

Fez a toilette: escovou o cabelo, admirando as bonitas nuances, e a maquillage – gostou do seu make-up -, perfumou-se com a sua preferida eau de parfum em spray, vestiu o tailleur cerise, olhou-se ao espelho, e achou-se muito sexy.

Pegou na pochette e saiu de casa.

Tomou o pequeno almoço na pizzaria da esquina: um iogurte e uma sanduiche.

Dirigiu-se ao atelier onde a esperavam muitos afazeres. Ao entrar, escorregou no parquet, tentou agarrar-se à secretária, mas, arrastando consigo o abajour do candeeiro, os envelopes, um dossier, um croquis e uma caixa de slides, acabou por tombar sobre o maple colocado sob o bonito poster e o placar de informações.

Estava desapontada! Com tanto stress não podia começar a trabalhar; precisava de desanuviar. Por isso, resolveu sair e dirigir-se ao shopping center. Logo à entrada, teve a chance de poder constatar o seu charme, olhando-se na vitrine.

Entrou na boutique e comprou: um top, uns jeans, uma T-shirt, uma sweater e, um tanto indecisa, mas pensando que “ele” era um  snob, escolheu também um after-shave e um creme après rasage para o seu boy-friend.

Agarrando a bracelette do seu relógio, constatou que o tempo passara rapidamente, tendo decidido que o melhor seria almoçar por ali. Como não queria perder muito tempo, dirigiu-se a um restaurante com buffet, escolheu uma salada mista com champignons, hesitou entre um soufflé coberto de Ketchup e uma omelete, tendo optado pelo primeiro. Completou a refeição com um crepe e um café.

Enquanto fumava um cigarro, pensava como seria feliz se lhe saísse o jackpot e pudesse dedicar-se ao seu hobby favorito. Mas a realidade era mais dura: o trabalho esperava-a…

De regresso ao seu gabinete, o seu staff entregou-lhe o resultado detalhado do briefing: o stock não fora controlado e havia um défice…

Preocupada, repetia para si: “Haverá algum complot orquestrado? Será jogo do meu partenaire de direção? Este resultado poderá conduzir a empresa ao lock-out?”

Talvez não, pois conhecia um expert naquelas matérias que, com o seu know-how, haveria de ajudá-la a sair daquele handicap. Encontrá-lo-ia no club de golf, pois certamente ele não faltaria ao meeting das 18 horas.

Ao sair, apercebeu-se de que cometera uma gaffe, pois pedira ao encarregado da oficina que lhe entregasse o carro na sua residência, quando deveria ter sido na empresa. Sem mais demora, dirigiu-se à gare, tirou o bilhete no guichet, tomou lugar no ferry-boat e suspirou.

Sentia-se cansada depois daquele dia tão atribulado! Talvez fosse aconselhável fazer um check-up, pensou.”

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