José Alcides Pinto – Poema

 

Teu riso limitado

claro como o canto

e vivo como o olho.

Teu mundo recluso

entre objetos tristes

de uso particular, doméstico.

Uma xícara, urna toalha, um verso

tocado por teus dedos sensíveis.

Teu lento morrer

na fruta à mesa

que não te atreves.

Teu pobre dia

tão curto e longo

que desconheço

 

José Alcides Pinto (S. Francisco do Estreito, 10/9/1923 – Fortaleza, 2/6/2008)
Poeta, romancista, novelista, contista, dramaturgo, crítico literário, jornalista e professor universitário.

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