Maria Judite de Carvalho – [As Portas que Batem]

 

As portas que batemAs portas que batem

nas casas que esperam.

Os olhos que passam

sem verem quem está.

O talvez um dia

Aos que desesperam.

O seguir em frente.

O não se me dá.

 

O fechar os olhos

a quem nos olhou.

O não querer ouvir

quem nos quer dizer.

O não reparar

que nada ficou.

Seguir sempre em frente

E nem perceber.

 

Maria Judite de Carvalho (Lisboa, 18/9/1921 – Lisboa, 1998)
Contista, novelista, cronista, romancista, dramaturga, colaboradora em vários jornais e revistas.
Esposa de Urbano Tavares Rodrigues e mãe da escritora Isabel Fraga.

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