Eugénio de Andrade - Infância

Fevereiro 9, 2010 - Deixe uma Resposta

Doçura
de tarde a cair.
Eu numa moldura,
pequeno , a sorrir.

Tu, minha alegria,
de tamancos,
tornando sonho êste dia,
na rua, no quintal e nos barrancos.

Minha mãi, debruçada
no rio a lavar…
E a roupa, tão branca,
ao lado a secar…

Eugénio de Andrade (Póvoa de Atalaia, Fundão , 19/01/1923 – Porto, 13/06/2005)
Pseudónimo de José Fontinhas.
Poeta de renome internacional, tradutor, prosador, autor de literatura infantil, antologista, detentor de diversos prémios literários.

Daniel Sampaio – Ser Avô

Fevereiro 8, 2010 - Deixe uma Resposta

“Ser avô é apaixonarmo-nos de novo.”

Daniel Sampaio (Lisboa, 1946)
Escritor, Psiquiatra, professor catedrático.

Gastão Cruz – Rumor

Fevereiro 7, 2010 - Deixe uma Resposta

Voz do verão a pele que
te escuta conhece o mar

Gastão Cruz(Faro, 20/7/1941)
Poeta, crítico literário, encenador.

Rui Knopfli – As Palavras

Fevereiro 7, 2010 - Deixe uma Resposta

Espera as palavras.
Elas viajam misteriosas,
desconhecidas ainda,
elas germinam
em ti.

Rui Knopfli (Inhambane, Moçambique, 10/8/1932 – Lisboa, 1997)
Poeta, jornalista, crítico literário e de cinema.

José Cardoso Pires e Gabriel García Márquez

Fevereiro 7, 2010 - Deixe uma Resposta

Lisboa, 1975.

Cecília Meireles – A Pátria

Fevereiro 7, 2010 - Deixe uma Resposta

“A pátria é isso: uma infância que evolui continuamente…”

Cecília Meireles (Rio de Janeiro, 7/11/1901 – Rio de Janeiro, 9/11/1964)
Poetisa, professora e jornalista, fundadora da 1.ª Biblioteca Infantil do Rio de Janeiro

Matilde Rosa Araújo – O Lugar da Criança

Fevereiro 7, 2010 - Deixe uma Resposta

“Para cada criança há um trono vazio.”

Matilde Rosa Araújo (Lisboa, 18/6/1921)
Contista, poetisa e novelista com prevalência na literatura infanto-juvenil, professora, licenciada em Filologia Românica

Gentílicos ou Pátrios de: Marco de Canaveses, Marinha Grande, Mértola, Minho, Miranda do Corvo, Miranda do Douro (continuação)

Fevereiro 3, 2010 - Deixe uma Resposta

Gentílicos os pátrios – nomes que indicam: nacionalidade, origem ou lugar de nascimento, residência de alguém ou proveniência de alguma coisa.
Eis alguns, nacionais:

Marco de Canaveses —– marcuense, canavês

Marinha Grande ———– marinhense

Mértola ———————– mertolense

Minho ————————- minhoto

Miranda do Corvo ——— mirandense, mirandês, corvino

Miranda do Douro ——– mirandense, mirandês, duriense

(continua)

Sines – A Abundância no Tempo dos Réis (continuação)

Fevereiro 3, 2010 - Deixe uma Resposta

“(…) A Camara não tem uma demarcação exacta do seu Municipio, e nisso mostra um desleixo muito pouco honroso.

Dentro desta área do sul, duas léguas e meia da Villa, está o logarejo chamado – Porto Côvo – sentado quasi à beira mar. Tem 20 visinhos. De todas as propriedades ahi sitas o directo senhorio é o Conde de Porto Côvo.

Porto Côvo é o rendez vous do banhistas subalternos.

Meia legua ao sul de Porto Côvo existe uma Fortaleza arruinada por dentro, mas ainda com menos má apparencia exterior. Está desartilhada, e o seu solitario habitante é um soldado de veteranos.

Nos principios de Setembro, se não me engano, faz-ze ahi uma vigilia, que é concorrida dos arredores, e dos banhistas, que se alvergãi pelas velhas casernas da Fortaleza, communista, cynica , e anarchicamente.
Oh! que romaria!!!

Quasi defronte da dita Fortaleza, a um tiro de espingarda da costa, ha um ilhote (Ilha do Pecegueiro) inculto e agreste. Terá de comprimento aquella distancia, emeia de largura. Vêem-se ainda ahi as ruinas d´um Forte e de uma Igreja, e as cortaduras e macissos de uma especie de espaldão, ou de cousa que o valha. (…)”

LOPES, Francisco Luiz, Breve Noticia de Sines, Patria de Vasco da Gama, Lisboa, Na Typographia do Panorama, 1850.

Francisco Luiz Lopes
Nasceu em Faro, 1816 e fixou-se em Sines de 1847 a 1869 como médico-cirirgião, a par de historiógrafo e cronista de costumes.

João de Deus – A Menina no Berço

Fevereiro 3, 2010 - Deixe uma Resposta

Tendo a mãe de se ausentar,
Disse à filha mais velhinha:
- Fica tu, no meu lugar,
De guarda à nossa casinha.

A menina está no berço:
Embala-a suavemente,
Entretendo o inocente
Com esta cantiga em verso:

“Passarinhos, vinde em bando
A ver anjinho tão lindo,
Que a mana está embalando,
Contente de o ver dormindo”.

João de Deus (S. Bartolomeu de Messines, 8/3/1830 – Lisboa, 11/1/1896)
Poeta lírico, jornalista, tradutor, pedagogo, autor da Cartilha Maternal, licenciado em Direito.